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Como
cristãos que somos, não podemos de forma alguma
compactuar com mais esse absurdo que está sendo
cometido contra a sociedade da qual fazemos parte e devemos
por isso mesmo ser respeitados nos nossos mais nobres sentimentos
de decência e dignidade; a proposta de aprovação
da nova Lei do Aborto, que, além de indecente, é
o mais cruel e desumano desrespeito à vida do nosso
semelhante, particularmente de alguém que não
tem sequer como se defender dessa brutal e criminosa covardia.
O
feto que se desenvolve no útero de sua mãe, está no mais sagrado
e sublime espaço a ele concedido por Deus para que se desenvolva
com saúde, amor, e segurança, para as finalidades superiores
designadas a ele pelo nosso Pai Maior, que são seu crescimento
e desenvolvimento como SER IMORTAL pertencente à mesma família
a que também pertence sua mãe, a família universal.
Jesus
nosso Modelo e Guia, nos ensinou pessoalmente quando aqui
esteve, que "devemos amar a Deus sobre todas as coisas
e ao próximo como a nós mesmos", acrescentando
ainda que deveremos amar até mesmo os nossos inimigos,
ensejando a todos nós a modificação de
nossa visão sobre o nosso próximo, que não
passa de nosso irmão equivocado e ignorante das Leis
de amor e caridade, que são as Leis mais importantes
na relação entre os indivíduos.
No
Evangelho de Marcos, Cap. X, vv. 13 a 16, nos dá exemplo
de amor e respeito pelas criancinhas, conforme o texto abaixo:
Simplicidade
e pureza de coração
1.
Bem-aventurados os que têm puro o coração,
porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.);
2.
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim
de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem
com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus,
vendo isso, zangou-se e lhes disse: "Deixai que venham
a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto
o reino dos céus é para os que se lhes assemelham.
- Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber
o reino de Deus como uma criança, nele não entrará."
- E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes
as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.).
Os
espíritos Superiores nos aclaram muito bem sobre essa
passagem do Evangelho acima citada, explicando-nos de forma
simples e direta, para que não tenhamos qualquer tipo
de dúvida sobre o assunto nos itens 3 e 4 seguintes:
3.
A pureza do coração é inseparável
da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de
egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma
a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo
que a tomou como o da humildade.
Poderia
parecer menos justa essa comparação, considerando-se
que o Espírito da criança pode ser muito antigo
e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições
de que se não tenha despojado em suas precedentes existências.
Só um Espírito que houvesse chegado à
perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira
pureza. E exata a comparação, porém,
do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha,
não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência
perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura.
Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que
o reino dos céus é para elas, mas para os
que se lhes assemelhem.
4.
Pois que o Espírito da criança já viveu,
por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual
é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A
criança necessita de cuidados especiais, que somente
a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce
da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe,
seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que
fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera
podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça
ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis,
um caráter viril e as idéias de um adulto e,
ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.
Aliás,
faz-se necessário que a atividade do princípio
inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo,
que não poderia resistir a uma atividade muito grande
do Espírito, como se verifica nos indivíduos
grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe
a encarnação, o Espírito entra em perturbação
e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando,
por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual
todas as suas faculdades permanecem em estado latente. E necessário
esse estado de transição para que o Espírito
tenha um novo ponto de partida e para que esqueça,
em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar.
Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida
maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e
secundado pela intuição que conserva da experiência
adquirida.
A
partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente
impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem,
pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o
Espírito é verdadeiramente criança, por
se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam
o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos
se conservam amodorrados, ele é mais maleável
e, por isso mesmo, mais acessível às impressões
capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir,
o que toma mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.
O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica
da inocência e, assim, Jesus está com a verdade,
quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança
por símbolo da pureza e da simplicidade.
A
Doutrina Espírita, sendo a maior antagonista do materialismo,
vem nos esclarecer sobre lado espiritual do ser humano, de
forma a nos dar ciência das nossas responsabilidades
diante das Sábias e Imutáveis Leis Divinas,
da qual faz parte a Lei de "nascimento e morte"
a que todos estamos submetidos, e que não nos furtaremos
aos mecanismos de reparação de todo e qualquer
ato que praticarmos contra suas determinações.
Do
Livro dos Espíritos, pinçamos estas poucas mais
suficientes questões, para que não nos equivoquemos
nem nos deixemos levar pelas sugestões maldosas das
trevas, que procuram nos influenciar de forma a aceitar essa
idéia doentia e infeliz, da prática criminosa
do aborto, como se já não bastassem as incontáveis
maneiras de se praticar crimes contra a vida, as quais todos
testemunhamos diariamente através dos vários
veículos de comunicação.
358. Constitui crime a provocação do aborto,
em qualquer período da gestação?
"Há
crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe,
ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar
a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso
que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria
de instrumento o corpo que se estava formando."
359.
Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em
perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se
a primeira para salvar a segunda?
"Preferível
é se sacrifique o ser que ainda não existe a
sacrificar-se o que já existe."
360.
Será racional ter-se para com um feto as mesmas atenções
que se dispensam ao corpo de uma criança que viveu
algum tempo?
"Vede
em tudo isso a vontade e a obra de Deus. Não trateis,
pois, desatenciosamente, coisas que deveis respeitar.
Por que não respeitar as obras da criação,
algumas vezes incompletas por vontade do Criador? Tudo
ocorre segundo os seus desígnios e ninguém é
chamado para ser juiz."
Obstáculos
à reprodução
693.
São contrários à lei da Natureza as leis
e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito
criar obstáculos à reprodução?
"Tudo
o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário
à lei geral."
a)
- Entretanto, há espécies de seres vivos, animais
e plantas, cuja reprodução
indefinida seria nociva a outras espécies e das quais
o próprio homem acabaria por ser vítima. Pratica
ele ato repreensível, impedindo essa reprodução?
"Deus
concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de
que ele deve usar, sem abusar. Pode, pois, regular a reprodução,
de acordo com as necessidades. A ação inteligente
do homem é um contrapeso que Deus dispôs para
restabelecer o equilíbrio entre as forças da
Natureza e é ainda isso o que o distingue dos animais,
porque ele obra com conhecimento de causa. Mas, os mesmos
animais também concorrem para a existência desse
equilíbrio, porquanto o instinto de destruição
que lhes foi dado faz com que, provendo à própria
conservação, obstem ao desenvolvimento excessivo,
quiçá perigoso, das espécies animais
e vegetais de que se alimentam."
694.
Que se deve pensar dos usos, cujo efeito consiste em obstar
à reprodução, para satisfação
da sensualidade?
"Isso prova a predominância do corpo sobre
a alma e quanto o homem é material."
880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do
homem?
"O
de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar
contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que
possa comprometer-lhe a existência corporal."
Por
tudo isso que aqui colocamos, e por outros tantos conhecimentos
e motivos que temos, é que não nos cansaremos
de lutar contra a possibilidade de ver um crime contra a humanidade
ser cometido, acobertado por falsas e equivocadas Leis aprovadas
por quem está colocado justamente para defender os
inocentes e indefesos e garantir com dignidade o direito maior
de qualquer ser humano: "o direito de viver".
Esquecem-se,
de que já necessitaram do bendito empréstimo
de um útero que os abrigou, e que se esse insano desejo
de ver o aborto legalizado pelas Leis do nosso País,
já tivesse sido aprovado antes de seus nascimentos,
provavelmente não estariam eles por aí, a defenderem
a morte em detrimento da VIDA, e mais, não param para
pensar que mais tarde terão que retornar, e que poderão
colher os frutos amargos de suas próprias semeaduras,
onde com certeza lamentarão a infeliz e doentia idéia
que defenderam e ajudaram a se tornar uma Lei.
São
esses mesmos, defensores do crime pelo ABORTO, que vão
às ruas pedir PAZ, clamar contra os abusos
cometidos contra seus mesquinhos interesses, e que logo após,
deixam de lado a máscara utilizada nas passeatas pela
PAZ, e assumem suas verdadeiras posturas de castradores da
vida.
Francisco
Rebouças
Portal do Espiritismo.
Fontes:
E.S.E. - Feb - 112ª Edição. Cap. VIII,
Itens 1 e 2;
O Livro dos Espíritos - FEB - 76ª Edição.
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